O bairro São Geraldo tem se destacado negativamente em relação ao aumento de casos de dengue em análise em Ijuí. O município tem atualmente 34 casos confirmados da doença, e 17 em investigação só neste núcleo habitacional. Com a recente elevação nas precipitações, a preocupação com a proliferação do mosquito Aedes aegypti se intensificou, levando as autoridades locais a intensificarem as ações de combate à doença.
Rinaldo Pezzetta, coordenador ambiental do município, destacou a preocupação crescente com o acúmulo de água nas residências devido à recente chuva. Embora a volta da precipitação seja celebrada pela comunidade, a armazenagem inadequada de água tem gerado um alerta no setor ambiental, principalmente pelo risco de proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue.
Pezzetta destacou que os bairros mais afetados pela doença são Getúlio Vargas com 10 casos suspeitos, Industrial – 13 casos e São Geraldo possui 17 notificações em análise. “Estamos vendo um aumento significativo no número de casos confirmados nesses locais. Nossa equipe está mobilizada, realizando visitas diárias e campanhas intensivas para conscientizar a população sobre os riscos do acúmulo de água”, afirmou.

Conforme Pezzetta, mesmo com os altos índices os bairros citados são os que mais se encontra resistência de moradores que não colaboram com o trabalho dos agentes comunitários de saúde. “As pessoas acreditam que o inseticida vai prejudicar plantas e animais, e por isso não deixam a gente entrar nos pátios”, lamenta.
A administração municipal tem promovido mutirões para eliminar potenciais criadouros do mosquito. “Fizemos ações no Getúlio Vargas e no São Geraldo, recolhendo materiais que poderiam servir como criadouros”, explicou Pezzetta. Ele ressaltou que a colaboração da comunidade é fundamental nesse momento crítico.
Atualmente, Ijuí enfrenta um caso confirmado da dengue tipo 3, e Pezzetta faz um apelo à população: “Pedimos encarecidamente que as pessoas evitem acumular água da chuva em suas residências. Isso não só coloca a saúde deles em risco, mas também a de seus familiares e vizinhos.”