Há um ano, nosso estado sentia os efeitos da maior enchente da história recente. Em 4 de maio de 2024, a ponte sobre o rio Ijuí, na ERS 342, entre Ijuí e Catuípe, foi interditada devido ao risco de colapso causado pela elevação das águas. Essa foi a primeira vez em 32 anos que a ponte precisou ser fechada, sendo a última ocorrência registrada durante a enchente de 1992, que resultou em 4 vítimas fatais, 50 casas destruídas e mais de 1.000 pessoas desalojadas em Ijuí.
A gravidade da situação se revelou quando cerca de 15 famílias precisaram deixar suas casas no distrito de Itaí devido ao nível das águas em maio de 2024. A partir daquele momento, não houve mais dúvidas sobre a severidade da situação. O prefeito de Ijuí, Andrei Cossetin, e o prefeito de Catuípe, Joelson Baroni – Baroninho, na época, estiveram presentes no local, juntamente com os coordenadores da Defesa Civil e policiais do Comando Rodoviário da Brigada Militar, além do capitão Cauê Czyzewski Nardes, comandante da 1ª Companhia e da 2ª Companhia de Bombeiro do 12° Batalhão de Bombeiro Militar e do comandante do 12ºBBM, tenente-coronel, Elisandro Machado.
A interdição da ponte durou um dia, até que as águas baixassem ou a chuva diminuísse. Durante esse período, as famílias afetadas foram abrigadas na escola Estadual Pedro Maciel e na comunidade católica São Lourenço. A reunião para anunciar o fechamento da ponte ocorreu em uma residência de um morador, que foi escolhida por ser o único local com internet disponível para que a equipe de reportagem pudesse enviar o material para a comunidade.

No entanto, em meio à crise, a população de Ijuí se uniu em uma campanha social sem precedentes para ajudar os mais afetados. O CTG Clube Farroupilha se tornou um centro de arrecadação de donativos, onde foram coletados materiais de higiene e limpeza, roupas, calçados e outros itens essenciais. Diariamente, caminhões e aviões partiam de Ijuí em direção às regiões mais afetadas, levando mantimentos e suprimentos para os atingidos.
Todos os setores da sociedade se mobilizaram em prol de um objetivo comum: ajudar aqueles que mais precisavam. Embora a enchente tenha trazido dor e perdas irreparáveis, ela também ensinou ao povo gaúcho que somos fortes e resilientes. Aprendemos que, mesmo diante das adversidades, não devemos desistir. A solidariedade e a união demonstradas durante essa crise serão lembradas como um exemplo de força e compaixão.

O auxílio aos moradores atingidos seguiu ao longo de todo o mês de maio de 2024, mesmo após a liberação da ponte. A enchente foi um momento difícil, mas a resposta da comunidade ijuiense mostrou que, juntos, é possível superar as adversidades e fazer a diferença na vida das pessoas.







