A promotora de justiça Diolinda Hanusch deverá ajuizar uma ação civil pública nesta quinta-feira (08) em decorrência do incêndio que atinge um silo de uma empresa agrícola nas divisas do bairro Assis Brasil com o bairro Modelo, em Ijuí. Essa decisão foi tomada após uma audiência pública no auditório do Ministério Público, onde autoridades municipais e moradores dos bairros adjacentes puderam expressar suas preocupações.
Durante a audiência, vereadores, fiscais da FEPAM (Fundação de Proteção ao Meio Ambiente) e moradores tiveram a oportunidade de expor seus descontentamentos e as medidas que estão sendo adotadas. O secretário de Meio Ambiente, Yuri Pilissão, informou que o município já tomou algumas providências, incluindo a notificação e a aplicação de multas aos proprietários da empresa responsável pelo silo.
Os fiscais da FEPAM confirmaram que realizaram um levantamento no local do incêndio. Os moradores, por sua vez, relataram um movimento crescente pedindo ações para mitigar os efeitos da fumaça e do forte odor gerados pelo incêndio. Eles mencionaram que muitos estão enfrentando problemas de saúde significativos, embora, ao buscarem atendimento médico, muitas vezes não consigam um diagnóstico claro relacionado à fumaça.
O secretário de Saúde, Márcio Strasburger, confirmou um aumento nos casos de doenças respiratórias na região, mas destacou que não é possível afirmar com certeza que esse aumento esteja diretamente relacionado ao incêndio no silo, citando que essa elevação é sazonal e ocorre em períodos semelhantes todos os anos.
O vereador Capitão Bischoff defendeu a decretação de situação de emergência pelo município para intensificar as ações junto ao governo estadual. No entanto, o prefeito Andrei Cossetin afirmou que não vê necessidade para tal decreto neste momento. Ele comparou a situação atual com o incêndio no lixão em 2022, que teve proporções maiores e também afetou outros municípios. Apesar de reconhecer os efeitos prejudiciais da fumaça e do odor, o prefeito acredita que a situação atual não justifica um decreto emergencial.
Em uma visita ao local do incêndio, o Corpo de Bombeiros sugeriu que o silo fosse isolado com concreto para impedir a propagação da fumaça e do odor.