No dia 20 de agosto de 1965, a cidade de Ijuí vivenciou um dos fenômenos climáticos mais marcantes de sua história: uma forte nevasca, que cobriu ruas, telhados e paisagens com uma espessa camada de neve. Segundo o professor e historiador José Augusto Fiorin, o episódio foi resultado de uma intensa frente fria que atingiu o Rio Grande do Sul e afetou diversas regiões, mas com destaque especial para Ijuí, onde a neve acumulou em alguns pontos mais de meio metro de espessura.

A paisagem urbana foi transformada, e a rotina dos moradores, interrompida por horas. Relatos da época falam de crianças brincando na neve, escolas suspensas e ruas silenciosas, enquanto o branco cobria tudo. Diversas fotografias históricas ainda hoje circulam em acervos familiares e institucionais, reforçando a memória afetiva em torno daquele dia atípico.
Para Fiorin, a nevasca de 1965 se consolidou como um marco climático e cultural de Ijuí, sendo constantemente lembrada por quem viveu o momento e transmitida como uma história curiosa às gerações seguintes. “É um episódio que mostra a força do inverno naquela época e o impacto que fenômenos naturais podem ter sobre a vida e a memória coletiva de uma comunidade”, afirma o historiador.

Seis décadas depois, o episódio segue vivo na lembrança dos ijuienses, como símbolo de um tempo em que o rigor do inverno surpreendeu e encantou.
“O fotógrafo, na época principiante no universo das imagens, Ildo Weich, teve um olhar diferenciado sobre o acontecimento”, conclui Fiorin.

Por Redação Ijuí Toda Hora, com informações do professor e historiador José Augusto Fiorin
Fotos: Acervo do Museu Antropológico Diretor Pestana por José Augusto Fiorin