O dia de aula, nessa quinta-feira (11/9), foi diferente para 45 alunos do 2º ano do Ensino Médio do Colégio Sagrado Coração de Jesus, de Ijuí, no noroeste do RS. A turma acompanhou, pela primeira vez, um júri verdadeiro realizado no Foro da cidade, atividade feita em parceria entre a instituição de ensino e o Judiciário local. O salão do plenário ficou lotado durante o julgamento, que resultou na condenação de um réu a mais de 11 anos de prisão por tentativa de homicídio qualificado.
Presidente do júri, o Juiz de Direito Eduardo Giovelli, titular da 1ª Vara Criminal de Ijuí, estimula a iniciativa há alguns anos. A recepção aos alunos incluiu explicações sobre o rito da sessão. Jurados também aproveitaram a palestra, segundo o magistrado. “Ao início dos trabalhos, expliquei aos estudantes e aos jurados (dois deles nunca haviam sido convocados) sobre o procedimento, quais crimes vão a júri popular e como funcionaria o julgamento”, conta. O Juiz reforçou os ensinamentos em um dos intervalos após os depoimentos de testemunhas, e tirou dúvidas. A postura dos estudantes foi elogiada: “Estavam muito atentos”, diz ele.

O acompanhamento de júris não é novidade no Colégio Sagrado Coração de Jesus. Turmas anteriores já participaram, como parte do projeto de apresentação e de vivência de diferentes profissões. A Coordenadora Pedagógica Silene Gaspar esteve ao lado dos alunos e avalia que é um momento importante para que os jovens compreendam a aplicação real do Direito, além de permitir o desenvolvimento de habilidades como raciocínio lógico e argumentação.
“Ao observar a dinâmica de um julgamento, os estudantes aprendem sobre a importância da escuta ativa, da clareza na exposição de ideias e da construção de argumentos sólidos, competências que os acompanharão em sua formação acadêmica e pessoal”, explica a educadora. Ela acrescenta que os alunos acharam a experiência incrível e já pediram para repetir neste ano.
O Juiz Eduardo Giovelli destaca também que, para além de permitir a aproximação com um procedimento judicial desconhecido por muitos, o júri abre um espaço de conhecimento da realidade social aos jovens. “Como o caso tinha relação com entorpecentes e disputas decorrentes, eles também puderam compreender um pouco sobre esta questão tão relevante nestes tempos atuais”, comenta.
Texto: Márcio Daudt
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