A chuva dos últimos dias já acumulou cerca de 280 mm na região de Ijuí, podendo ultrapassar os 300 mm em algumas propriedades. Embora a umidade seja, em certos aspectos, benéfica para algumas culturas, é necessário atenção especial às lavouras de soja e milho.
No caso da soja, conforme explica o engenheiro agrônomo da Emater, Edwin Bernich, o excesso de chuva pode provocar erosão do solo, alagamentos em áreas próximas a rios e prejuízos às lavouras que ainda não haviam germinado. Além disso, a baixa luminosidade acaba retardando o desenvolvimento da cultura, que já se encontra atrasado, e favorece a ocorrência de doenças fúngicas.
Especialistas também alertam que o excesso de chuva é prejudicial ao milho, pois causa encharcamento do solo, dificulta a absorção de nutrientes, compromete a polinização e aumenta o risco de doenças fúngicas. Esses fatores podem levar à podridão das espigas, perdas de grãos e queda significativa na produtividade, embora a quantidade ideal de chuva varie conforme a fase de desenvolvimento da planta.
Segundo Edwin, neste momento o milho já se encontra em estágio avançado de desenvolvimento, restando basicamente a formação dos grãos, o que limita as possibilidades de intervenção. Os dados referem-se a, no mínimo, uma semana de chuvas intensas.