O presidente interino da Ordem dos Advogados do Brasil – 23ª Subseção de Ijuí, Fernando Mai, manifestou preocupação com o crescente número de tentativas de estelionato que utilizam indevidamente dados de escritórios de advocacia e de profissionais do município.
Segundo ele, na maioria dos casos, os criminosos realizam um primeiro contato por meio do WhatsApp, valendo-se das informações reais do escritório e, inclusive, da foto do advogado ou da banca para conferir aparência de legitimidade à abordagem.
Fernando Mai destacou, no entanto, que é possível identificar indícios de fraude, já que muitas mensagens partem de números com DDDs de outras regiões do país. Além disso, os golpistas têm utilizado de forma recorrente recursos de inteligência artificial, tanto em áudios quanto em mensagens de texto, para tornar o contato mais convincente.
O presidente lamentou que, apesar dos alertas, há situações em que os criminosos obtêm êxito. Em um dos casos mencionados por ele, a vítima chegou a perder mais de cem mil reais.
Por sua vez, a Polícia Civil confirmou o aumento no número de registros relacionados a esse tipo de crime. O delegado titular da Delegacia Regional de Polícia, Ricardo Miron, explicou que os golpistas costumam informar à vítima que há valores a receber oriundos de uma suposta ação judicial. Diante da perspectiva de recebimento de dinheiro, muitas pessoas acabam demonstrando interesse e fornecendo informações ou realizando depósitos.
O delegado reforça que, ao receber esse tipo de contato, é fundamental que a pessoa procure diretamente o advogado ou o escritório citado, utilizando canais oficiais, para confirmar a veracidade das informações e evitar prejuízos financeiros.