Professores e funcionários da rede estadual de ensino participaram, nesta quinta-feira (16), de uma greve e mobilização em Ijuí, organizada pelo 31º Núcleo do CPERS. O ato faz parte de um movimento estadual aprovado em Assembleia Geral Extraordinária da categoria, que definiu paralisações nos dias 16 e 23 de julho em protesto contra o projeto de Parcerias Público-Privadas (PPPs) para a gestão de 98 escolas estaduais.
A mobilização em Ijuí reuniu educadores da ativa e aposentados, que defenderam a manutenção da gestão pública das escolas e manifestaram oposição à proposta do governo do Estado, liderado pelo governador Eduardo Leite (PSD) e pelo vice-governador Gabriel Souza (MDB).
Segundo o CPERS, a paralisação desta quinta-feira coincide com a etapa de entrega dos envelopes das empresas interessadas na concessão das escolas. Já no próximo dia 23 de julho, data prevista para o leilão na Bolsa de Valores, em São Paulo, a categoria realizará um grande ato estadual em Porto Alegre.
A decisão pela greve foi aprovada em assembleia que reuniu mais de mil educadores em frente ao Palácio Piratini, na Capital. Durante o encontro, a presidente do CPERS, Rosane Zan, destacou que a mobilização demonstra a união da categoria em defesa da educação pública.
Em Ijuí, os manifestantes reforçaram o posicionamento contrário às PPPs e afirmaram que a proposta representa um risco para a qualidade da educação pública. O ato ocorreu em frente à sede da 36ª CRE e na Praça da República. A mobilização faz parte de uma série de atos promovidos pelos 42 núcleos do CPERS em diversas regiões do Rio Grande do Sul, com o lema “Não venda a minha escola”