O ex-vereador de Ijuí, Beto Noronha (PT), e atual assessor parlamentar, esteve ontem em Porto Alegre, onde participou de uma reunião com o secretário estadual de Transportes e Logística, Juvir Costella. O encontro foi agendado pelo deputado estadual Jeferson Fernandes (PT) e teve como principal pauta a situação do acesso à rodoviária de Ijuí, junto à ERS-155, local onde a comunidade reivindica a construção de uma passarela para garantir mais segurança aos pedestres.
Durante a reunião, o secretário informou que, em uma audiência no Ministério Público Estadual, registrada em ata, ficou acordado que a Prefeitura de Ijuí ficaria responsável pela elaboração de um projeto de construção de um elevado ou viaduto no local. No entanto, segundo Costella, até o momento o projeto não foi apresentado pelo município.
Diante da importância da obra para a segurança da comunidade, o deputado Jeferson Fernandes afirmou que irá contatar diretamente o promotor público de Ijuí para tratar do andamento da demanda e buscar encaminhamentos.
Também participou da reunião o presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga de Ijuí, Carlos Alberto Litti Dahmer, que apresentou reivindicações da categoria relacionadas à fiscalização do transporte de cargas e às tarifas cobradas dos caminhoneiros. Litti destacou a insatisfação com a distorção no cálculo das taxas conforme o número de eixos, apontando que caminhões de nove eixos acabam pagando menos do que veículos de sete ou seis eixos. “O caminhoneiro mais sofrido é o de seis eixos, que representa a grande maioria dos autônomos”, lamentou.
O sindicalista lembrou que existe a previsão de equalização das tarifas até março de 2026, mas solicitou ao secretário um reforço na fiscalização das rodovias, especialmente quanto à permissão para circulação de determinados eixos. Outro ponto levantado foi o atraso na liberação da Autorização Especial de Trânsito (AET), documento obrigatório para veículos que excedem os limites de peso e dimensões definidos pelo Contran e emitido pelo Daer. Segundo ele, os caminhoneiros relatam que a liberação pode levar de quatro a cinco meses, com custo em torno de R$ 1.800.
Ao final do encontro, ficou definido que as demandas da categoria serão encaminhadas diretamente ao setor responsável do DAER para análise e possíveis providências.