Assim como tudo na vida evolui, a mobilidade urbana também passa por constantes transformações. Há 55 anos, quando o primeiro semáforo foi instalado em Ijuí – no cruzamento das Ruas do Comércio e José Bonifácio – para auxiliar os condutores, a realidade era outra. Hoje, o município conta com mais de 70 mil veículos licenciados, número que praticamente dobra quando somados os automóveis de pessoas que vêm a Ijuí em busca dos diversos serviços oferecidos pela cidade.
Diante desse cenário, já não é possível imaginar o trânsito local restrito aos antigos “horários de pico”. O fluxo intenso não se limita mais ao período da manhã, ao meio-dia ou ao final da tarde. A dinâmica urbana mudou — e com ela, os desafios também aumentaram. Jovens, adultos, idosos e famílias inteiras utilizam seus veículos diariamente para trabalhar, ir a consultas, ao mercado, à padaria, ao salão ou realizar outras atividades essenciais.
No entanto, se todos compreendessem plenamente seus deveres no trânsito, o direito de ir e vir seria exercido de forma muito mais natural e segura. Usando uma expressão popular, “não é bem assim que a banda toca”. Para que o trânsito funcione, todos — motoristas e pedestres — precisam assumir sua parcela de responsabilidade.
O limite de velocidade não é apenas um número indicado em uma placa ou um redutor no asfalto. Ele existe porque vidas dependem dele. Muitos acidentes, mutilações e perdas poderiam ser evitados se houvesse maior consciência sobre a importância do respeito às normas de circulação.
Ijuí cresce, se desenvolve e, junto com esse avanço, vêm novas responsabilidades. Entre tantos setores que exigem atenção, hoje o trânsito se destaca como um dos que mais inspiram preocupação. A melhoria, porém, começa com atitudes simples, porém essenciais.
Mais do que repetir recomendações já conhecidas, é preciso agir. Um trânsito seguro começa no momento em que ligamos o veículo. E ele se sustenta em três palavras fundamentais: consciência, empatia e respeito. Somos condutores, mas também somos pedestres — e só com essa compreensão teremos uma cidade mais segura para todos.
Colaboração: Ijuhy de Antigamente