A presidente da APMI e representante sindical dos professores, Graciele Fabrício, avaliou como positiva a reunião realizada com o prefeito Andrei Cossetin, secretários municipais e vereadores da base governista para tratar, principalmente, do pagamento do piso da categoria. O encontro, que contou com a presença dos secretários Cláudio Souza e Márcia Cavalheiro, foi marcado por diálogo respeitoso e produtivo, com apresentação de argumentos de ambas as partes e o compromisso de manter a comunicação aberta.
Entre os principais encaminhamentos, está a situação do concurso público para professores. Após decisão judicial que suspendeu o processo anterior, a empresa que havia perdido a concorrência voltou a questionar o resultado na Justiça. Apesar disso, há expectativa de que a questão seja resolvida em breve, possibilitando ao município dar sequência à organização de um novo concurso.
Outro ponto definido foi o pagamento do chamado “descongela” salarial. Conforme a direção da APMI, os valores serão pagos na folha de março, com retroativo a janeiro, para os profissionais que têm direito, representando um avanço importante para a categoria.

Já em relação ao piso nacional do magistério, a administração municipal reafirmou o compromisso de pagamento, mas de forma escalonada. Na folha de abril, será aplicado o índice do INPC, retroativo a janeiro, descontando o percentual de 0,37% já concedido anteriormente. O restante, cerca de 1%, será pago posteriormente, após a aprovação da Medida Provisória no Congresso Nacional. A proposta atende, em parte, a reivindicação apresentada pelos professores ainda no início do ano.
Durante a reunião, também foi destacada a preocupação da Secretaria com os recursos do Fundeb, especialmente diante do impacto financeiro das medidas. Por outro lado, a categoria reforçou que seguirá mobilizada, defendendo o cumprimento integral do piso nacional, considerado fundamental para a valorização dos profissionais da educação.
Segundo a APMI, a expectativa é de que a Medida Provisória em tramitação se torne lei ainda em 2026, estabelecendo critérios mais objetivos para a atualização do piso, com base no INPC acrescido de 50% da média de crescimento dos últimos cinco anos, conforme definição de comissão nacional que envolve entidades como CNTE, MEC, Undime e Consed.
Para Graciele Fabrício, o resultado da reunião foi positivo e demonstra que a mobilização da categoria tem feito diferença. A entidade deve seguir acompanhando os desdobramentos e mantém a orientação para que os professores continuem participando das discussões, inclusive com presença na Câmara de Vereadores nas próximas sessões.
Confira a manifestação da presidente da AMPI Sindicato, Graciele Fabrício: